Category Archives: Rádio

Jornalismo desportivo, um prémio e um exemplo a seguir (às vezes)

CNID LogotipoO CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto decidiu atribuir o Prémio CNID 2008 na categoria rádio à equipa de desporto da Rádio Santiago. Uma emissora local que integra o Grupo Santiago, da qual já aqui falei, na altura em tom crítico. Desta vez (e porque é preciso ser justo), será em tom de elogio.

Como se trata de uma emissora local, nem todos perceberão o alcance e as razões deste prémio. A equipa de desporto da Rádio Santiago lutou (como poucos dos seus colegas o fazem) pela liberdade de expressão e pelo direito à informação quando sentou o antigo presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, no banco dos réus. Levou à Justiça as atitudes discricionárias de Pimenta Machado, que proibia sistematicamente aqueles profissionais de fazerem o seu trabalho, só porque entendeia que o jornalismo feito por aquela casa lhe era adverso.

Convém lembrar a discriminação a que foram sujeitos quando esse antigo dirigente os obrigou, meses a fio, a relatar jogos do Vitória de Guimarães nas bancadas, fizesse chuva ou sol, impedindo-os de trabalharem, como todos os outros, nos lugares de imprensa. Foram perseguidos, achincalhados, negaram-lhes as condições mínimas de trabalho, mas não se calaram nem se deixaram ficar.

É uma rádio perfeita? Com certeza que não. Fazem bom jornalismo? Nem sempre. São parciais (nos relatos, nas peças que escrevem para o jornal Desportivo de Guimarães), bairristas, sofrem de clubite, são vitorianos assumidos. São “culpados” dos mesmos erros da “grande” imprensa nacional desportiva, das rádios nacionais. Mas batalharam contra o quero-posso-e-mando de um homem do futebol que foi (e é) apenas um caso entre muitos da bola lusa. Lutaram, e venceram. Defenderam o ganha-pão de todos os jornalistas, o direito à informação. Algo que muitos jornalistas e órgãos de comunicação de grande difusão metem no bolso por dá cá aquela palha. Como disse, o desporto da Rádio Santiago não é perfeito. Mas a distinção do CNID é justa e merecida, e o (bom) exemplo deveria ser seguido.

Aviso aos leitores: Ando ocupado com a redacção de uma tese de mestrado ‘à Bolonha‘, tarefa que me tem deixado pouca disponibilidade mental para actualizar o blogue. Suspeito que o mês de Maio irá pelo mesmo caminho, até que a tese esteja pronta.  
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Relembrar um dia negro para o jornalismo português

O dia 10 de Junho de 2005 entra para a História como um dia negro para os Media portugueses, que noticiaram um alegado “arrastão” na praia de Carcavelos. Canais de TV, rádios, jornais, todos foram enganados – e enganaram-nos. Foi a nossa “chacina-fantasma de Timisoara” (descontadas as diferenças). O clip que podem ver inspira-se no documentário de 20 minutos intitulado “era uma vez um arrastão” (estreado na net e inédito em TV), produzido por Diana Andringa. O documentário já não pode ser visto no respectivo site, porque este deixou de existir, mas se ‘googlarem’ o tema, encontrarão o original retalhado no YouTube. Aqui recupera-se, a partir desse documentário, os elementos essenciais dessa fraude, entretanto desmontada mas, na minha opinião, ainda não totalmente esclarecida (ninguém foi sancionado, nem polícia, nem jornalista – com excepção da “condenação” da então Alta Autoridade para a Comunicação Social -, nem o sr. Hélder Gabriel, a única “testemunha”-fotógrafo, que aqui parece estar na génese da orquestração).


3’56”

O clip, montado em Novembro de 2005 como material de apoio para um trabalho de curso, foi o meu primeiro contacto com o programa de edição vídeo Adobe Premiere. Tem, por isso, algumas insuficiências que, infelizmente, (ainda) não pude corrigir. Mas o facto de ter sido ‘linkado’ há dias pelo Arrastão do Daniel Oliveira, fez-me relembrar esse episódio infeliz da nossa história recente e este clip, no qual coloquei o essencial acompanhado de uma banda sonora cuja única função é reforçar a “montanha russa” emocional do pseudo-arrastão.  No fim, os créditos surgem cortados porque na conversão e compressão do ficheiro AVI houve alguns frames que se perderam. Sublinho, por isso, que as imagens originais foram retiradas do documentário de Diana Andringa, que acabou por me autorizar na utilização dessas imagens. Onde me encontro actualmente não tenho acesso ao origional nem aos meios para fazer as correcções necessárias, que ficam ao mesmo nível dos desmentidos da imprensa: talvez um dia…

Escutas inteligentes

rcp.jpgHoje, nova edição do “Trio de Jornalistas”, entre as 16h e as 17. O Pedro Antunes publicou a ementa. Para escutar (legalmente) em 92.9 MHz (só para o Minho).

Olha que três

rcp.jpgLuísa Ribeiro, Pedro Antunes Pereira e eu próprio, num programa chamado “Trio de Jornalistas”. Quinzenalmente, às quarta-feira no Rádio Clube (só para a região Minho, na frequência 92.9 MHz). Excepcionalmente, a primeira edição vai para o ar hoje, quinta-feira, entre (o meio-dia e as 13h) as 16h00 e as 17h00. Na estreia, temas ligados ao Jornalismo: o estatuto do jornalista; o papel dos media no caso Maddie; a situação na RTP.