Category Archives: Idiossincrasia

Não é para imitar o jornal Sol…

…(até porque o que se vê na imagem é a lua) mas chegou a hora de mudar o cabeçalho do PROMETEU. A fotografia foi tirada a 19 de Janeiro de 2008, num fim de tarde passado na Gran Vía de Madrid. Na sua totalidade é esta:

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Este blogue faz hoje um ano

One is the loneliest number

Antes que chegue el periodismo

A gripe obrigou-me a antecipar o fim do estágio no PÚBLICO, mas para concluir esta fase da minha vida académica e profissional, falta outro desafio. Daqui a uns minutos, (re)começa tudo de novo, agora na secção digital do EL PAÍS, em Madrid, onde já estou desde ontem.

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Vejamos se a prática do periodismo me deixará tempo e vontade para continuar a vir aqui.

Má influenza

Estou KO. Vou no terceiro dia de cama, da qual só ontem me libertei para uma visita a uma urgência hospitalar. É um mau início de ano, mas dias melhores virão.

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Foto de Vir gin ia | via Flickr 

Na pele de um louco

tert_logo.gifA caixa está em casa, no escuro da cave. Já deve estar a preocupada, coitada. Há muitos anos que, nesta noite de 29, não lhe acontece tamanho descanso. Imaginei-a a preparar-se mentalmente para os rigores do cortejo do Pinheiro, que há-de começar daqui a pouco. Este ano não, minha querida…. este ano, deixo-te sozinha. A distância que me separa de Guimarães vai manter a tua pele em descanso. Hoje fico longe desse antro de uma noite – onde homens e mulheres se entregam à lúxuria da amizade até que o sangue escorra -, aí mesmo onde eu devia estar. A lamber os dedos ao sarrabulho, a bater o rojão com os grelos, e depois aquecer-me por entre as peles que tu e milhares de outras vestem, enquanto nos despem. Horas de revelação para tantos e tantas, de dôtores a professoras, e damas e cavalheiros, ou ricos e ou pobres. Essa coisa fantástica que leva a que enquanto te digo aqui que ficas sozinha esta noite me leva a receber chamadas daí perto, dizendo que estamos a fazer falta. Como vêem, é muito melhor que o Natal… Mas mesmo longe, ouço o ribombar que conduz a cidade à loucura.  Ou será dos dedos a bater no teclado?

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Metro polis

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        Lisboa, 7 /11/2007 

Escada Sem Corrimão 

É uma escada em caracol
E que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol,
Mas nunca passa do chão.

Os degraus, quanto mais altos
Mais estragados estão.
Nem sustos, nem sobressaltos
Servem sequer de lição.

Quem tem medo não a sobe,
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
O lastro do coração.

Sobe-se numa corrida
Correm-se perigos em vão.
Adivinhaste: é a vida,
A escada sem corrimão…

(David Mourão-Ferreira)

Vida nova

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Lisboa, 6 de Novembro de 2007

Abracei o jornalismo como profissão em 1999, entrei na universidade nesse mesmo ano, mas só comecei a levar o curso a sério uns tempos depois, e agora estou a acabá-lo. Durante todos esses anos, escrevi e publiquei centenas de notícias sobre diversos temas, mas devem contar-se pelos dedos de uma mão as que eram relacionadas com desporto. Um cenário que vai mudar forçosamente a partir de hoje, dia em que comecei o meu estágio curricular, no PÚBLICO, em Lisboa, na secção de desporto. Portanto, é como se a experiência não existisse e tudo (re)começasse do zero: sem fontes, sem experiência na área, sem conhecer a cidade, sinto-me um estagiário em todo o seu esplendor (e insegurança).