Category Archives: Design

Um dos jornais com melhor grafismo em todo o mundo é português

E chama-se Expresso. Ao lado do inglês ‘The Guardian’, do alemão ‘Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung’ e do semanário russo ‘Akzia’, o semanário da Impresa acaba de receber o prémio “World’s Best-Designed Newspaper”, atribuído pela Society for News Design (SND). Mais aqui.

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Por detrás de um mau político, está sempre…

Este post não tem interesse para a maioria da blogosfera portuguesa, a não ser que eu acrescentasse que o líder do PSD, Luís Filipe Menezes, bem se esforça por imitar o líder do principal partido da oposição em Espanha, o PP. Mas a verdade é que fazer pior que Mariano Rajoy é difícil, muito difícil. Por isso deixo-vos com um dos primeiros cartazes da pré-campanha para as legislativas espanholas, que é da autoria do Partido Socialista da Catalunha. Diz tudo sem uma palavra, logo é um bom cartaz.

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(da esquerda para a direita: Mariano Rajoy, Angel Acebes,
Eduardo Zaplana, Esperanza Aguirre e José Maria Aznar)

Há primeiras páginas irresistíveis

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Quer pelo que mostra, quer pela forma como o faz, a capa do PÚBLICO de ontem merece a referência. Vinte valores pela surpresa,  pela coragem (já salientada por Luís Santos), por deixar de fora a imagem fotográfica e apostar na imagem gráfica da palavra impressa. No cômputo final, a capa atinge uma coerência notável entre o que é a montra do jornal e a aquela imagem de um “país à escuta” que domina a esfera pública.

Mas não me admiraria que alguém viesse questionar a formulação da manchete. O texto a que se refere, está na página 4 e tem por título “PSP e SIS utilizam equipamento de forma abusiva”, seguido de uma super-entrada onde se lê que “Há microfones que captam através de paredes, telemóveis/gravadores, etc. Em Portugal existem nove entidades que podem escutar”. Podem escutar não significa que escutaram ou que possam ter escutado, significa simplesmente que essas nove entidades estão legalmente autorizadas a fazê-lo

Julgo que também não é frequente ver uma jornal dito de referência apostar num título tão dirigido ao leitor ( “…o seu telemóvel”), embora neste caso se corre o risco de obter uma leitura levemente alarmista. Por isso, parece-me que o título interior é menos especulativo que a manchete e teria sido preferível repensar a formulação encontrada. Se calhar não houve tempo. E quem sabe, lá se ia a ideia da primeira página.

Adobe vai colocar os seus programas na web

Dentro de uma década, programas populares da família Adobe como o Photoshop, o Indesign e o After Effects vão passar a ser aplicações “web-based” (que correm na net e não no computador pessoal). adobelogo-full.jpgA previsão é do CEO da Adobe, Bruce Chizen, que aproveitou o encontro Web2.0Summit para levantar o véu sobre o futuro das aplicações Adobe, segundo noticia a Reuters.

A migração de programas para a web parece ser um caminho para muitas famílias. Mas em relação à Adobe tenho as minhas dúvidas. Pela positiva, o uso online permitiria libertar a memória do disco que seria ocupada com a instalação e, eventualmente, com os nossos trabalhos. Além disso, poderia poupar-nos aos arranques (desesperadamente) lentos de alguns dos programas. Seria interessante, mas se é por isso, sr. Bruce, o que não falta são discos externos e a web não acelera arranques. Acresce que nenhuma empresa ou particular quererá ter os seus trabalhos algures na net, num servidor que não controla directamente.

A decisão de passar tudo para a web teria, no caso Adobe, muitos mais riscos. Imaginem, por exemplo, que são designers numa empresa e que têm o cliente à perna,  mas…  não há net, ou os servidores que alimentam o software web-based não estão disponíveis. Ou suponham, ainda, que estão em casa e que querem manipular uma fotografia panorâmica da piscina lá de casa, ou um vídeo caseiro com uma hora de duração. Já imaginaram a quantidade de trâfego que se arriscam a acrescentar à factura?

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Mais um post inspirado no terrorismo internacional

No blogue Ironic Sans, uma viagem gráfica ao nosso mundo: “Terrorist Organization Logos“. E perguntam vocês: quem diz que estes grupos são terroristas? O autor do Ironic Sans, David Friedman, diz que foi à Wikipedia conferir o quem é quem. Leiam o post e os comentários e descubram por que não está aqui o logo da Al-Qaeda.

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Campanha pela liberdade de imprensa na China

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Graficamente, é estupenda. Lançada pela associação Repórteres Sem Fronteiras, a campanha inspira-se nos próximos Jogos Olímpicos, a realizar em 2008 em Pequim, chamando a atenção para o desrespeito de Direitos Humanos na China, como sejam o direito à liberdade de expressão e de opinião.

A campanha inclui uma petição (que pode ser subscrita online), onde se recorda que a China mantém presos “apoximadamente 100 jornalistas, ciber-dissidentes e activistas pela liberdade de Imprensa”.

O texto considera “vital” a libertação destes presos “antes do início dos próximos Jogos Olímpicos”, alertando que o governo chinês “não tem feito nada para melhorar a situação da liberdade de Imprensa”.

O abaixo-assinado destina-se a ser enviado ao presidente do Comité Organizador das Olimpíadas de Pequim, Liu Qi, e ao líder do comité municipal de Pequim do Partido Comunista Chinês.

Por falar em design de jornais, o guru morreu (e mais notas sobre o novo Público)

…evoco a morte, aos 93 anos de idade, de Ed Arnold.  A importância do seu trabalho é testemunhada pela Society for News Design. “Muito antes de aparecerem os Macs, ou o QuarkXPress, ou a SND, já havia Ed Arnold. Na história do design de jornais, Ed Arnold é o Genesis”.

Arnold surge creditado como jornalista e também como tipógrafo, mas desde cedo foi tido como um inventor criativo. Partiu no início de Fevereiro de 2007. Os seus últimos trabalhos foram postais de aniversário para os outros moradores do lar onde vivia desde 1993. Tem diversas obras publicadas (27 livros para jornalismo), e vai ser interessante procurar eventuais edições portuguesas. Parecia dizer coisas muito simples sobre o design para jornais, mas seria preciso ele dizê-las primeiro para fazer o mundo despertar. 

++ Actualização dos comentários ao novo Público (do post anterior) ++

Encontrei mais estes:

João Pedro Henriques, ex-Público e actualmente no DN, diz que está morto o pai. Mas que continua lindo como sempre foi.
Rogério Santos, à altura do seu Indústrias Culturais, tem um, dois, três posts sobre a reformulação do Público, o último dos quais com um pequeno excerto da entrevista que o autor gráfico do novo Público.
E Pacheco Pereira, crítico da casa, também gostou do que viu 

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ACT.:
Por Adriano Nobre – A reformulação gráfica e editorial em curso na revista Visão, do grupo Edimpresa, vai chegar ao contacto dos leitores a 1 de Março, dia para o qual está agendada a estreia do novo layout da publicação. Desenvolvido pelas equipas gráfica e editorial da newsmagazine em colaboração com a agência Innovation – empresa que também esteve envolvida no recente processo de reformulação do semanário Expresso (…)” (via Meios&Publicidade)