O Presidente da República pediu “diálogo” para a Madeira há um dia

A minha cabeça anda a pensar demais neste assunto. E os dados trazidos hoje a lume pela imprensa sobre os custos da implementação da lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) na Madeira (“apenas 0,07 por cento do orçamento de Saúde da região autónoma: 230.000 mil euros”, segundo o Público, que domingo fez, sábado, manchete com este tema) não ajudam nada a debelar esta obsessão.

É completamente irrelevante se a lei em causa é a lei da IVG. Os eleitores foram chamados a um referendo, houve uma maioria expressa num sentido, os deputados voltaram a reunir e aprovaram uma lei referendada anteriormente pelo “povo”, o Presidente da República recebe e promulga a lei para, no fim, vir pedir ao governo que dialogue com um governante regional que faz questão de não aplicar a lei triplamente visada pela República.

O “diálogo” que o chefe de Estado pede para a Madeira só não espanta um país onde a aprovação de leis e o incumprimento dessas mesmas leis são quase um passatempo nacional.

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