Crianças portuguesas praticam alimentação pouco saudável

Em casa de Maria Barbosa, empresária, são cinco pessoas – pai, mãe e três filhos. Embora o número exceda largamente a dimensão média da família portuguesa (é de 2,8 pessoas por família, segundo o último Censo realizado em 2001), há muito tempo que os cinco não tomam o pequeno-almoço juntos. Para a mãe, Maria Barbosa, residente em Braga, a culpa é do ritmo apressado do dia-a-dia ao qual se junta, no seu caso pessoal, o stress típico da vida de empresária. Por isso, a primeira refeição do dia é tomada “no café”, conforme conta à reportagem, e apenas o filho mais novo, com 10 anos de idade, merece alguma preocupação ao nível da alimentação. Ainda assim, como acrescenta Maria, é preciso estar sempre a controlar a ingestão de alimentos com açúcares, o que parece ser o típico caso português.

É isso que indica um estudo, divulgado há dois dias, que investigou os hábitos alimentares ao pequeno-almoço de crianças entre os seis e os 10 anos de idade. Segundo a investigação, levado a cabo pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (ISCSEM), sediado na Caparica, (arredores de Lisboa, na margem Sul do Tejo), as famílias portuguesas negligenciam, de um modo geral, a qualidade dos alimentos tomados ao pequeno-almoço, que acaba por ser pouco saudável.

Os investigadores aplicaram um inquérito a cerca de 27.500 jovens e pelas respostas concluiram que apenas uma em cada 27.500 crianças não consome alimentos com açúcar na primeira refeição do dia. Pelos cálculos do estudo, apenas 12,4 por cento das crianças naquela faixa etária tomam um pequeno-almoço saudável. Os resultados indicam também que cerca de 85 por cento das crianças passa no mínimo 11 horas em jejum, isto porque os inquiridos afirmam saltar refeições como o lanche a meio da manhã e a ceia.

Os alimentos mais apontados pelos inquiridos são as bolachas (54,1 por cento de respostas), o pão com manteiga (47 por cento) e a fruta (37,3 por cento). O leite com chocolate é a bebida mais habitual, com 47,2 por cento de respostas, seguindo-se o leite simples (39,5 por cento) e o leite com café (13,2 por cento). Pelo contrário, apenas 4,5 por cento dos inquiridos bebe sumos de pacote e 3 por cento admitiu beber sumos gaseificados na primeira refeição do dia.

Para Maria Barbosa, o problema maior é a falta de apetite do filho mais novo na hora das refeições. E a falta de tempo para dedicar à alimentação. Veja o vídeo que se segue (3’36”) e conheça um caso que encaixa no perfil traçado pelos resultados do estudo do ISCSEM.

 


NOTA: Este post destina-se a servir como elemento de avaliação escolar. Texto e Vídeo produzidos em cooperação com Carolina Lapa

4 responses to “Crianças portuguesas praticam alimentação pouco saudável

  1. gostaria de saber , quais são os alimento poucos saldável e , alimentos para perder peso..

  2. blablabla conta-me histórias xPP

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