Referendo: a vitória do “Não”

O “Sim” ganhou o referendo à despenalização ao aborto, mas se alguém pode cantar vitória esta noite são os adeptos do “Não”. Nas urnas, o “Sim” superou o “Não” em praticamente 700 mil votos. Quase cinco milhões de eleitores não foram votar e, portanto, na prática é a estratégia do “Não” que sai beneficiada com o resultado do referendo.  Uma vez que não é vinculativo, fica tudo como está.

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3 responses to “Referendo: a vitória do “Não”

  1. discordo, companheiro. não percebo por que dizes que foi a estratégia do não a beneficiada. é que não me lembro de ver os movimentos pelo não a apelarem à abstenção, pelo contrário.
    e, mesmo não sendo o resultado vinculativo, a lei vai ser alterada e respeitar-se-à a vontade popular. eu acredito nisso. apesar de discordar completamente com a alteração proposta.
    mas a abstenção é de facto um grave problema. e, imagine-se, este foi o referendo mais participado de sempre..
    abraço.

  2. 1. Não afirmei que o “Não” apelou à abstenção. Também não me lembro de me ter cruzado com apelos desses.
    2. A estragégia do “Não” que sai beneficiada não é a estratégia da abstenção (secretamente, será que existia?) mas sim a estratégia de não mexer na lei actual.
    3. Para os partidários do “Sim”, que obtêm uma vitória em toda a linha, o resultado fica ainda assim aquém.
    4. Tal como ficarão provavelmente as propostas que vierem a ser apresentadas por quem agora promete fazer “cumprir a vontade popular”. A vitória do “Sim” é quem sabe uma meia-derrota. Obriga o “Sim” a negociar a alteração da lei numa situação talvez menos confortável do que aquela de que usfruiria caso tivessem votado 50 por cento dos eleitores +1
    5. O que te leva a dizer que a abstenção é um facto grave? Poderia concordar, mas palpita-me que por razões diferentes das tuas.

  3. 1 – De facto, Victor, os partidários do “Sim” ficaram aquém das expectativas, uma vez que pretendiam que o referendo fosse vinculativo para terem o tal conforto a legislar a que te referes.

    2 – Hélder. Não te deixes levar pelos argumentos do Sr. Primeiro Ministro. Este não foi o referendo mais participado de sempre. Temos, em último lugar, o referendo ao aborto de 28 de Junho de 1998. Com apenas 2.709.503 de votantes, a abstenção atingiu os 68,11%. Mais, de facto, que este referendo ao aborto de 11 de Fevereiro de 2007, com 3.851.613 de votantes e uma abstenção de 56,39%. Mas menos, sem dúvida, que o referendo da regionalização, de 8 de Novembro de 1998, que contou com 4.157.447 de votantes e uma taxa de abstenção de 51,88%.

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