Ponham os olhos no jornal online ComUM e na sua edição impressa gratuita, lançada em Fevereiro. É um resultado excepcional, atendendo ao amadorismo que caracteriza a imprensa académica. É um resultado excepcional, atendendo a que são ambos feitos (e distribuídos) de borla. O ComUM online, além de jornal, é também porta de entrada para um fórum e áreas que estão abertas a todos os que queiram registar-se (novamente de borla). É um resultado mais web 2.0 que as edições online dos líderes de vendas em Portugal, JN e Correio da Manhã (que apresentará um novo site a 19 de Março). Em suma, excepcional.
O conteúdo noticioso segue uma linha editorial que privilegia os critérios da proximidade (Universidade do Minho e respectiva região), actualidade (agenda própria mas intrinsecamente ligada aos acontecimentos do dia-a-dia) e multimedialidade (escolha do melhor suporte para contar a respectiva história). Tudo isto assegurado inteiramente por alunos de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho (daí o nome ComUM, Comunicação da Universidade do Minho), e disponível através de outros meios (feed, SMS via Twitter). O jornal assegura ainda uma newsletter para subscritores.
A cereja em cima do bolo é a edição impressa, lançada há 15 dias. No papel aproveitam-se alguns dos trabalhos do online, mas a equipa teve a preocupação de diversificar o conteúdo. E conseguiram-no, compondo uma versão impressa equilibrada e digna do estatuto universitário. Ao contrário de outras experiências funestas de jornalismo académico na UM, o ComUM consegue ser arrojado sem ser insultuoso, simples sem ser indigente, criativo sem ser histérico, com secções minimamente pensadas e organizadas de forma a facilitar a leitura e cativar a atenção. Se o deixarem crescer, pode transformar-se no jornal que faz falta na UM. Parabéns.
Disclaimer: eu e o jornal ComUM partilhamos qualquer coisa.

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Pedro // Março 10, 2008 às 4:40 pm
Os melhores exemplos de jornalismo online em Portugal estão nas universidades, sendo o ComUM um desses exemplos.
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