O tratamento jornalístico da anulação do rallye Lisboa-Dacar revela o atraso dos jornais online portugueses em relação aos espanhóis (e falo somente dos generalistas). Basta ver o contraste na cobertura do tema:
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El País e El Mundo destacaram textos (alguns de agência, outros escritos pelos enviados), acrescentaram galerias de fotos, nalguns casos ainda vídeos, abriram fóruns com opiniões dos pilotos inscritos na prova e de leitores, e juntaram infografias em formato Flash.
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Do lado português, PÚBLICO, DN (cuja página online é de uma pobreza franciscana incompreensível), JN, Correio da Manhã, EXPRESSO e Sol limitaram-se a abrir aos leitores as caixas de comentários (aqueles que as têm) no fim das notícias (boa parte delas feitas a partir das agências noticiosas).
Conclusão: mesmo tratando-se de uma prova que partia de Portugal, os jornais espanhóis foram capazes de proporcionar pela internet uma cobertura mais abrangente (mais diversificada, pelo menos), interactiva e multimédia. Porquê?

“Fuck Terrorism”, o desalento de um piloto
Foto: El Mundo/EFE/Paulo Carriço


