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Crianças portuguesas praticam alimentação pouco saudável

Maio 30, 2007 · 4 Comentários

Em casa de Maria Barbosa, empresária, são cinco pessoas – pai, mãe e três filhos. Embora o número exceda largamente a dimensão média da família portuguesa (é de 2,8 pessoas por família, segundo o último Censo realizado em 2001), há muito tempo que os cinco não tomam o pequeno-almoço juntos. Para a mãe, Maria Barbosa, residente em Braga, a culpa é do ritmo apressado do dia-a-dia ao qual se junta, no seu caso pessoal, o stress típico da vida de empresária. Por isso, a primeira refeição do dia é tomada “no café”, conforme conta à reportagem, e apenas o filho mais novo, com 10 anos de idade, merece alguma preocupação ao nível da alimentação. Ainda assim, como acrescenta Maria, é preciso estar sempre a controlar a ingestão de alimentos com açúcares, o que parece ser o típico caso português.

É isso que indica um estudo, divulgado há dois dias, que investigou os hábitos alimentares ao pequeno-almoço de crianças entre os seis e os 10 anos de idade. Segundo a investigação, levado a cabo pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (ISCSEM), sediado na Caparica, (arredores de Lisboa, na margem Sul do Tejo), as famílias portuguesas negligenciam, de um modo geral, a qualidade dos alimentos tomados ao pequeno-almoço, que acaba por ser pouco saudável.

Os investigadores aplicaram um inquérito a cerca de 27.500 jovens e pelas respostas concluiram que apenas uma em cada 27.500 crianças não consome alimentos com açúcar na primeira refeição do dia. Pelos cálculos do estudo, apenas 12,4 por cento das crianças naquela faixa etária tomam um pequeno-almoço saudável. Os resultados indicam também que cerca de 85 por cento das crianças passa no mínimo 11 horas em jejum, isto porque os inquiridos afirmam saltar refeições como o lanche a meio da manhã e a ceia.

Os alimentos mais apontados pelos inquiridos são as bolachas (54,1 por cento de respostas), o pão com manteiga (47 por cento) e a fruta (37,3 por cento). O leite com chocolate é a bebida mais habitual, com 47,2 por cento de respostas, seguindo-se o leite simples (39,5 por cento) e o leite com café (13,2 por cento). Pelo contrário, apenas 4,5 por cento dos inquiridos bebe sumos de pacote e 3 por cento admitiu beber sumos gaseificados na primeira refeição do dia.

Para Maria Barbosa, o problema maior é a falta de apetite do filho mais novo na hora das refeições. E a falta de tempo para dedicar à alimentação. Veja o vídeo que se segue (3′36”) e conheça um caso que encaixa no perfil traçado pelos resultados do estudo do ISCSEM.

 

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Inteligência Artificial

Maio 11, 2007 · Deixe um Comentário

Isto sim.  

E bom fim-de-semana.

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Inteligência nada artificial

Maio 11, 2007 · Deixe um Comentário

Ao preparar, recentemente, uma entrevista com o presidente da Sociedade Portuguesa de Robótica, Norberto Pires, dei-me conta que o dito senhor tem uma presença assinalável na Internet. “Googlem” o nome e verão que o resultado sugere estarmos na presença de um ser incansável, com tempo para tudo. Para dar aulas, para criar programas de automação, para escrever livros, para a família, para blogar (e muito), para produzir vídeos e colocar no YouTube.

De entre as muitas coisas que apanhei, destaco um texto de há uma semana (veja link em baixo), publicado no blogue Sobre a Natureza das Coisas, que tem este saudável hábito de publicar posts convidados. Entre os quais, o do professor Norberto Pires, no qual ele levanta a ponta do véu sobre o tema que lhe anda a tirar o sono – em inglês, neuromorphic engineering.

Em poucas palavras, trata-se de uma disciplina que tenta perceber “os mecanismos da natureza, a forma com resolveu os problemas que se lhe colocaram, nos vários seres biológicos, criando soluções robustas e eficientes” no domínio tecnológico. Grosso modo, a proposta epistemológica é “copiar” a imaginação da natureza, que segundo Pires “é maior que a imaginação do Homem”.

Para muitos de nós, o artigo em causa impressiona pelo extraordinário vanguardismo das propostas – e já agora pela elegância e bom gosto que denota, além de todo o conhecimento que apresenta. Mas a ideia de imitar a Natureza não tem novidade nenhuma. Pelo contrário, é uma ideia bem velha e, no limite, até perigosa. Já outros antes de nós quiseram aplicar ao tecido humano as leis de Darwin. Deu no que deu, como se sabe, e para nosso desgosto.

É por razões como esta que convém não exultar demasiado com a aspiração humana de superar a tecnologia e torná-la uma segunda natureza. Não me chateia mesmo nada que a tecnologia tenha os seus limites, como o professor Norberto Pires elegantemente demonstra, e que estes sejam bastante inferiores à “imaginação da Natureza”.

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O carteiro lixa-se sempre duas vezes

Maio 3, 2007 · 4 Comentários

Zero. É este o número de respostas a um “anúncio” que coloquei no blog do meu curso (e que assim aproveito para divulgar). Fui à procura de interessados no audiovisual e disponibilidade e vontade em participar na filmagem da minha primeira curta-metragem. Na volta, recebi…zero. Nada. Niente. Nichts. 

Sinopse 

Raul é um carteiro, entre os 20 e 30 anos, um tipo inexperiente com as mulheres. Sente-se atraído por uma moradora do seu bairro. Secretamente, acalenta a esperança de um dia vir a conquistá-la. Mas para isso precisa primeiro de estabelecer contacto com ela. O esquema é perigoso – retém a correspondência dela, procurando nas cartas a chave do seu amor. Mas por uma carta que abre, descobre um segredo, algo grave que ela própria desconhece e que põe em risco a sua vida. Quando procurava conquistá-la, Raul enfrenta o desespero: esconde a carta e a verdade a Mia, pondo a vida dela (e a dele)em perigo? ou revela tudo, esquecendo-a a ela e ao sonho de a conquistar?

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Blowin’ in the wind

Maio 3, 2007 · Deixe um Comentário

Um vendaval de acontecimentos varre os meus dias. Sopra tão velozmente quanto os ponteiros do relógio me roubam o tempo. Será que no fim virá bonança? Será que há fim?

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