Outra discussão à volta das regras de conduta, neste caso, para bloggers. Começou com Call for a Blogger’s Code of Conduct, de Tim O’Reilly, que propõe um código de conduta em sete pontos para a comunidade blogger. Cheguei lá via eCuaderno, num texto (a ler) de José Luis Orihuela, que resume o historial de um debate (que é tudo menos novo) e que finaliza assim:


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No espaço de quinze dias, o “veterano” americano Bill Kovach (fundador e líder do Committee of Concerned Journalists), e o professor e investigador catalão José Pérez-Tornero, proferiram, na Universidade do Minho, em conferências distintas (das quais dou conta aqui, aqui e aqui), afirmações que parecem repercutir a mesma ideia – que o jornalismo só sobreviverá se defender e puser em prática aquilo que o torna uma actividade específica e excepcional no campo da comunicação: o respeito pela factualidade, a transparência da sua conduta, o compromisso com a cidadania e a democracia. Em suma, que o futuro do jornalismo assenta nas “velhas regras”.
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O governo espanhol vai receber dentro de dias uma proposta para que, num prazo de três anos, a produção de conteúdos educativos para televisão digital em Espanha dê um salto das actuais 1.000 horas/ano para 2.600 horas/ano. O documento propõe ainda que sejam criados pelo menos um canal cultural, um ou dois canais universitários, um canal dedicado à América Latina, um canal dedicado à formação de professores e um canal de difusão de recursos educativos até ao nível do ensino secundário.
O autor do documento, José Pérez-Tornero, revelou ontem, na Universidade do Minho, em Braga, durante a conferência (da qual dei conta aqui), algumas das recomendações incluídas no relatório que está a ser elaborado a pedido do governo socialista espanhol. Outra proposta que deverá constar da versão final é a dolançamento de um instituto europeu que assuma o acompanhamento desta área.
Pérez-Tornero falava na conferência “A dimensão educativa da televisão na era digital”, realizada ontem, na Universidade do Minho (UM), por iniciativa conjunta da RTP e do Instituto de Ciências Sociais da UM. O documento, a ser entregue em data que não especificou, é o segundo relatório nesta matéria que aquele professor e investigador da Universidade Autónoma de Barcelona realiza para o executivo de José Luis Rodríguez Zapatero.
Em Braga, Pérez-Tornero mostrou-se pessimista quanto à Televisão Digital Terrestre (TDT), considerando que ela já “vai chegar tarde”. Ao nível da tecnologia, “a TV via ADSL oferece muitas mais possibilidades”, apontou ainda, salientando que é possível que o nível de personalização do serviço de TV nas novas plataformas não vai atingir os níveis desejados. “As agências de publicidade e as TV’s, tal como no cabo, não o vai permitir”, explicou.
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